Tantas coisas acontecem e às vezes não paramos pra digeri-las, enfim.
A um tempo atrás, um ano ou mais fui ao médico com uma amiga minha, pra nos vermos trocar idéias e tal. Conversamos sobre muitas coisas, rimos e jogamos conversa fora. A chamei pra sair, encher a cara e se desligar simplesmente de todos os protocolos de nossas rotinas. Ela como uma boa puritana, inocente ou inexperiente falou sobre sua aversão à álcool e que seu primeiro porre seria em sua formatura da faculdade.
Mas o tempo passa.
E nos "falando" por e-mails no trampo a chamei novamente pra ir no sr. rubens (buteco q frequento com um pessoal) e ela falou que queria muito encher a cara mas precisa ser gente ainda aquela noite por conta de seus trabalhos da facu.
Existem muito detalhes dentro desses miseros parágrafos acima, mas a questão é: eu também já passei por essa transformação e acredito que muitos senão todos. E quando é a hora de "crescer" e tomar os porres da vida? Todos bebem porque todos bebem ou porque todos nós precisamos beber sejam lá por quais motivos forem?
Será a bebida assim como as compras, jogos e tantos outros vícios uma fulga da realidade insana que vivemos.
Às vezes me cobro por não me dedicar mais a faculdade e "levar as coisas nas coxas" muitas vezes, mas são tantos os protocolos, tantos os deveres, tantas as responsabilidades, de se ter um bom emprego, uma boa faculdade, um bom lugar para morar, pagar as contas em dia, estar bem vestido............
Eu ouço músicas que eu não sei o que dizem, eu repito frases que não são minhas, mas até parece que são, vejo o horóscopo todas as manhãs à procura de uma boa notícia, eu visto roupas q nem sempre me caem bem mas eu gosto, eu (sempre) pinto as unhas de vermelho, eu amadureço a cada dia e procuro a insanidade constantemente, busco à mulher em mim que admito ainda não encontrei, eu amo e questiono o amor diariamente, assim como as amizades e todas as relações possíveis, sou mandona como toda ariana poderia ser, vaidosa mas nem tanto, queria jogar tudo pro ar e virar hippie, ficar mais hype às vezes preciso encher a cara e isso é uma constante em minha vida, asssim como ouvir música, estar com meu amor e amigos, abraçar minha sobrinha e babar com as novidades dela, ver minha mãe, me sentir segura em um lugar que não seja nem tão grande nem tão pequeno, porque a esse mundo infinito às vezes assusta.
Por isso dear friend, junte-se a mim e todos que estão em busca de algo e discutem e/ou criam teorias em mesas de bar, que depois de varios copos se abraçam, batem no peito e dizem: "cara você sabe que você é meu irmão, você sabe que eu te amo", que choram, que tem drs, que voltam relaxados e tranquilos para seus lares.
E como diz a boa e velha Alanis Morisette:
"But we're never gonna survive, unless...
We get a little crazy"
quinta-feira, 1 de maio de 2008
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